Como a extinção pode afetar nossas vidas

Luana Martins
Rio de Janeiro

A caça ilegal, o desmatamento e a poluição de todos os tipos, prejudicam muito os seres vivos. A cada ano a lista de animais em extinção aumenta. Se criarmos um top 10 com os animais extintos deste ano, provavelmente teríamos que edita-la antes do ano terminar.  No site do Ministério do Meio Ambiente (http://www.mma.gov.br) e também no site do IBAMA (http://www.ibama.gov.br) a lista de animais em extinção é atualizada constantemente. Diversas espécies de animais podem se extinguir, essa extinção pode se dá por processos naturais ou por decorrência das atividades ilegais feitas pelos humanos. As ações do homem são um dos fatores que mais afetam e contribuem para a extinção de várias espécies de animais e plantas. Mas do mesmo modo que o homem destrói para se beneficiar, ele não percebe o quanto a extinção de alguns animais e plantas pode prejudicar sua vida.

Pouco a pouco, além das árvores, dos rios, dos animais, o homem está também ameaçando a vida de insetos extremamente benéficos para todo o planeta. Estamos falando sobre as abelhas, insetos que são capazes até mesmo de reconhecer rostos. Elas produzem doçura, ou seja, mel, pólen, própolis e outros produtos. A maioria dos estados do nordeste não se preocupa em destruir a caatinga e assim, prejudicam e afetam as abelhas e muitos pássaros. De acordo com a Agência Brasil o número de abelhas diminuiu muito naquela região, chegando ao ponto de diversos tipos não serem mais encontrados por lá.

A bióloga e pesquisadora da Embrapa Semiárido, Márcia Ribeiro, em entrevista à Rádio Nacional explicou que em diversas culturas as abelhas são necessárias para que haja a polinização das flores e, consequentemente, a planta possa produzir frutos. Sem esses insetos por lá, as plantações podem ser afetadas e diminuir o lucro.

Uma abelha-rainha e suas operárias. (Foto: Divulgação/Google)

A extinção das espécies tem consequências diretas na vida do homem. Quando uma espécie desaparece, toda a cadeia alimentar fica alterada. Podemos dar como exemplo a população de gaviões, se ela diminuir ou desaparecer, o numero de cobras irá aumentar, uma vez que esses são seus maiores predadores. A maioria das cobras precisa de muito alimento e assim, iriam todas atrás dos sapos, fazendo com que o número de sapos diminuísse, aumentando a população de gafanhotos. Esses gafanhotos precisariam de muito alimento e com isso poderiam atacar outras plantações, causando perdas e prejuízo para o homem, dessa forma, prejudicando sua vida.

Se pararmos para pensar vamos perceber que qualquer tipo de extinção mexer completamente com nossas vidas, por menor que seja o inseto, precisamos dele para o equilíbrio do nosso meio ambiente. Quando acontece a extinção de uma espécie, é criada uma reação na natureza, podendo afetar o ser humano com a diminuição de certas fontes de alimento ou com a proliferação de pragas e doenças.

Não podemos deixar de citar também a destruição de locais encantadores, que com o tempo, podem perder a beleza. Devido ao movimento intenso de turistas, conforme estudo da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), parte da fauna marinha dos recifes vem sendo destruída pelo ecoturismo desenfreado em Porto de Galinhas. Cerca de 800 mil pessoas visitam a praia todos os anos, e nos passeios não são tomados os cuidados e precauções necessárias, uma vez que o acesso é livre e não existe fiscalização. Dessa forma, segundo a pesquisa da bióloga Visnu Sarmento, houve redução de 55% na quantidade de animais que vivem em meio às algas. Os recifes danificados levam até 200 anos para se recuperarem totalmente. No decorrer da pesquisa, membros da UFPE pisotearam por três dias uma faixa de recife protegida. Após três meses sem nenhum contato humano, o local apresentou os mesmos índices de quantidade de animais e espécies anteriores. Por esse motivo a bióloga acredita que o rodízio dos passeios em diferentes pontos dos recifes é uma medida simples para amenizar o impacto do turismo, caso contrário chegará uma hora em que não haverá mais nenhuma espécie de algas no local, prejudicando a fauna marinha e a beleza da região. Além de proteger as espécies desse local, com o rodízio podemos assegurar de que Porto de Galinhas continuará sendo um belo lugar para se viajar, trazendo lucro para o país. O meio ambiente e nosso país iriam agradecer.

Peixes nadando na piscina natural de Porto de Galinhas (Foto: Yana Sardenberg)

Para ler mais sobre abelhas acesse: http://www.abelhas.noradar.com/

Para saber mais sobre Porto de Galinhas acesse: http://www.visiteportodegalinhas.com/

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Tourada: violência sem fim

Gabriel Azevedo
Rio de Janeiro

A tourada é um espetáculo bastante tradicional na Espanha, Portugal, França e diversos países da America latina como Colômbia, Peru, Venezuela entre outros.

O essencial do espetáculo consiste na lide de touros bravos através de técnicas conhecidas como arte tauromaquia onde o touro é sacrificado até sua morte.

Nessas famosas touradas, o touro e posto para lutar contra homens empunhando armas como estacas, espadas, lanças e adagas, armas projetadas para causar dores intensas e provocar perda de sangue no intuito de enfraquecer o animal.

Imagem de uma tourada na Espanha (Foto: Divulgação/Google)

MATP – Movimento Anti-Touradas de Portugal – surgem com uma tentativa associativa de mudar o atual estado das coisas. Sem fins lucrativos, eles adotam uma atitude perante as certezas e princípios indiscutíveis da nossa sociedade, contribuindo para a promoção de uma correta aplicação da Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

Eles acreditam que essa luta contra os animais humanos sobre os não humanos é tão importante como qualquer outra das causas morais e sociais que foram defendidas em anos passados, uma luta que faz renascer a palavra ética. É tempo de respeito e também de fazermos ouvira voz do povo. Um grito de revolta e apelo pelos direitos e dignidade dos animais.

Uma pesquisa feita recentemente aponta que mais de72% dos espanhóis não se interessam por touradas.
Barcelona possui uma única arena em funcionamento  que agora apresenta touradas quinzenalmente e não semanalmente, devido à baixa procura.
Conselhos em 45 cidades da Catalunha, incluindo Barcelona, se declararam contra as touradas. No entanto, pequenas touradas ainda existem e enquanto existirem, ainda haverá  muito o que ser feito.

Diga não as touradas.

Não participe de uma tourada ou atração que seja a favor do mal-estar de um animal.

A indústria das touradas depende da contribuição financeira dos turistas curiosos, então não haja como um, pois Touradas, rodeios, vaquejadas, corridas de touros, são nada mais do que uma vergonha para o mundo.

Cidadã participa de campanha contra as touradas (Foto: Preservação das Espécies)

Você pode saber mais sobre o MATP em: http://www.matp-online.org/

Você conhece um animal chamado Saola?

Marianna Eis
Rio de Janeiro

O bicho, descoberto nos últimos 50 anos, pode entrar em extinção antes da maioria das pessoas tomarem conhecimento de sua existência. Esta espécie vive em Laos e no Vietnã mas é muito difícil achar os mamíferos nas florestas onde vivem. Existem poucos sobreviventes da espécie e a maior causa disso é a caça ilegal que faz com que cada vez mais cresça o risco de seu desaparecimento. Caçadores que vivem perto dos lugares onde vivem acabam caçando o Saola mesmo estando a procura de outros animais.

Imagem do mamífero que corre risco de extinção (Foto: Divulgação/Google)

Com sua aparência estranha, cifres curvados pra trás, manchas brancas em seu pelo quase todo marrom, com aproximadamente 85 centímetros de altura, e 90 kg o Saola está com os que os pesquisadores e protetores dos animais chamam de extremo risco de extinção tendo apenas centenas deles vivos, no máximo. Existem projetos de proteção a esses animais, mas curiosamente todos os que foram criados ou cuidados em cativeiro acabaram morrendo, sem qualquer explicação científica. Eles se alimentam de vegetais, folhas e alimentos fáceis de mastigar por terem uma arcada dentária pequena e com dentes frágeis, também vivem em grupos pequenos, com no máximo 5 juntos.

Pelas pesquisas, existem no mínimo dezenas de Saolas vivos e no máximo centenas, e afirmam que o número não passa de 500 animais. Será que um animal que nós mal conhecemos, ou nunca ouvimos falar vai desaparecer antes mesmo de sabermos ao menos que ele existiu, e que habitou o mesmo planeta em que nós vivemos? E quantos animais existiram, e entraram em extinção e nós nunca soubemos, e nem vamos saber…

Bom, a solução existe, parar com a caça ilegal, impedir os caçadores de matarem esse bicho, e fazer com que eles se reproduzam, pra não “sumirem do mapa” de vez.

Arma de chumbinho: Usada na caça de animais de pequeno porte. (Foto: Luana Martins)

Para saber mais sobre o animal, acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Saola

Arara: A espécie pede socorro

Yana Sardenberg
Rio de Janeiro

No pantanal está cada vez mais difícil encontrar esta beleza, que inclui três espécies de arara. A arara-azul é a de maior tamanho de sua espécies podendo atingir até 1 metro. Sua plumagem é bastante uniforme no tom do azul celeste, com o bico maior que das demais, predominantemente preto e detalhe amarelado na sua mandíbula.
Infelizmente todas as espécies de araras-azuis estão em perigo de extinção no pantanal e nas demais regiões do Brasil, a caça desleal feita pelo homem e a devastação de áreas nativas estão contribuindo para que nos próximos anos não tenha mais nenhuma linda arara desta livre na natureza.

Arara se alimentando. (Foto: Divulgação/Google)

As araras maiores e mais coloridas são encontradas nas florestas tropicais das Américas. São freqüentemente caçadas e mantidas em cativeiro. Existem 18 espécies de arara, todas com bico forte, língua carnosa e cauda longa em forma de espada. O bico forte permite que elas escavem o tronco das árvores para comer larvas de insetos. As araras, em geral, fazem ninhos no oco de árvores como palmeiras. Os ovos são postos na primavera e os adultos alimentam os filhotes regurgitando a comida. Com seis meses de idade as araras já são bichos adultos. Desde o século XVI as araras são muito procuradas como bichos de estimação e, antigamente, possuir uma arara era sinal de grande riqueza.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, hoje em dia existem apenas 60 exemplares desse lindo pássaro em todo o mundo, vivendo em cativeiro. É uma pena, mas é verdade. Desse total, só 12 pertencem ao Brasil. Pode parecer ruim manter as araras vivendo presas, mas essa é uma alternativa para tentar que eles gerem filhotinhos e, quem sabe, um dia possam ser devolvidas à natureza. Se isso vai acontecer ou não, só o tempo dirá.

Arara à venda em uma loja de um shopping do Rio de Janeiro (Foto: Luana Martins)

As araras azuis também são destaque no cinema, confira abaixo um aúdio falando um pouco sobre o filme “Rio”, no qual os animais tem destaque. Ouça:

Para ler mais sobre a Arara Azul acesse o site Projeto Arara Azul.